"Não testem a nossa determinação em defender o nosso país"
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, pediu esta quarta-feira aos Estados Unidos que não "testem" a determinação do Irão em defender o seu território, após relatos nos meios de comunicação norte-americanos sobre o envio de tropas adicionais para o Médio Oriente.
We are closely monitoring all US movements in the region, especially troop deployments.
— محمدباقر قالیباف | MB Ghalibaf (@mb_ghalibaf) March 25, 2026
What the generals have broke, the soldiers can't fix; instead, they will fall victim to Netanyahu's delusions.
Do not test our resolve to defend our land.
"Não testem a nossa determinação em defender o nosso país", acrescentou.
Israel alvo de quatro ataques com mísseis em 40 minutos
A Rádio do Exército israelita informou que o Irão lançou quatro salvas de mísseis contra Israel num intervalo de 40 minutos.
Plano de 15 pontos dos EUA deve incluir programa nuclear iraniano e rotas marítimas
O plano foi apresentado ao Irão por intermediários do Paquistão, que se ofereceu para acolher novas negociações. Teerão veio já descartar qualquer hipótese de conciliação com Washington.
Na noite de terça-feira, a imprensa israelita revelou mais detalhes sobre o plano, que alegadamente inclui o desmantelamento de todas as capacidades nucleares iranianas existentes e o compromisso de que o Irão nunca procurará obter uma arma nuclear.
Segundo o Canal 12 de Israel, o documento prevê ainda que deixe de haver produção de material nuclear para fins militares em solo iraniano e que todo o material enriquecido seja entregue à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) dentro de um prazo acordado entre as partes.
Além disso, as instalações nucleares iranianas de Natanz, Isfahan e Fordow seriam desativadas e destruídas e a AIEA teria acesso total a todas as informações relativas ao programa nuclear do Irão. Ainda segundo a imprensa israelita, o plano acrescenta que o Irão cessaria o financiamento, a direção e o armamento dos seus aliados na região.
Quanto ao Estreio de Ormuz, os Estados Unidos propõem que permaneça aberto e seja uma zona marítima livre. “Ninguém o bloqueará”, vinca o plano, de acordo com o Canal 12.
Já a decisão sobre o programa de mísseis do Irão seria tomada posteriormente, mas o alcance e número desses mísseis “teria de ser limitado”, sendo que Teerão apenas poderia utilizar este tipo de armamento “para fins de autodefesa” no futuro.
Em troca, todas as sanções contra o Irão seriam levantadas e o país receberia assistência no desenvolvimento de um projeto nuclear civil em Bushehr.Irão rejeita conversações com EUA
Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, voltou esta quarta-feira a rejeitar a hipótese de futuras negociações entre os Washington e Teerão.
“Deixámos claro ontem que não há conversações nem negociações entre o Irão e os Estados Unidos”, afirmou o diplomata em declarações ao India Today.
“Tivemos uma experiência muito catastrófica com a diplomacia dos Estados Unidos”, referiu, acrescentando que o Irão foi atacado “duas vezes num intervalo de nove meses quando estava a decorrer um processo de negociação para resolver a questão nuclear”.
Na visão de Baqaei, o Irão não pode “confiar na diplomacia dos Estados Unidos”, até porque “está sob constante bombardeamento e ataques com mísseis por parte dos EUA e de Israel”.
Também Ebrahim Zolfaghari, porta-voz das Forças Armadas iranianas, ridicularizou os esforços dos EUA. “Não chamem ao vosso fracasso um acordo”, disse. “Os vossos conflitos internos chegaram ao ponto de estarem a negociar convosco próprios?”.
“A nossa primeira e última palavra têm sido a mesma desde o primeiro dia, e assim permanecerá: alguém como nós nunca chegará a um acordo com alguém como vocês. Nem agora, nem nunca”, assegurou.
c/ agências
Teerão denuncia mortes de 21 profissionais de saúde
Em carta ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o diplomata Ali Bahraini acrescenta que há ainda 49 centros de saúde danificados e 81 mil casas de civis parcial ou totalmente destruídas.
O Crescente Vermelho iraniano havia indicado na terça-feira que a guerra danificou pelo menos 292 centros médicos e de ajuda humanitária.
No domingo, o ministro iraniano da Saúde, Mohammadreza Zafargandi, adiantou que pelo menos 210 crianças morreram desde o início da guerra.
AIE disposta a libertar mais reservas de petróleo
"Birol expressou a sua gratidão ao Japão pela sua decisão exemplar de libertar as suas reservas estratégicas entre os membros da AIE, e afirmou que poderia considerar outra fase de libertação, se necessário", adiantou em comunicado o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão.
Fatih Birol respondeu assim ao pedido japonês para "preparar possíveis libertações adicionais coordenadas no futuro".
China mostra força nas renováveis em Pequim em plena volatilidade energética global
A subida do preço do petróleo, impulsionada pelas tensões no Médio Oriente, coincide com a abertura em Pequim da XVI Exposição Internacional de Energia Limpa da China, montra de um setor em expansão no país asiático.
O evento reúne até sexta-feira, em Pequim, cerca de 800 expositores no Centro Nacional de Convenções, contando com a participação de empresas e especialistas do setor.
O recente aumento do preço do crude, associado à escalada do conflito e às tensões no estreito de Ormuz -- por onde passam 45% das importações chinesas de petróleo --, teve impacto direto na China.
Na segunda-feira, registaram-se filas em postos de combustível, na véspera da subida dos preços, evidenciando a exposição do país às flutuações do mercado internacional.
Os expositores dedicados ao hidrogénio ocupam uma parte significativa da feira.
A China tem vindo a reforçar o papel desta tecnologia nos últimos anos: em 2024 incluiu, pela primeira vez, o desenvolvimento do hidrogénio no relatório de trabalho do Governo, comprometendo-se a "acelerar o desenvolvimento da energia baseada no hidrogénio" como parte da transição energética.
O evento decorre em paralelo com a rápida expansão das energias renováveis na China, que em 2025 voltou a atingir máximos: a capacidade solar aumentou 35%, para cerca de 1.200 gigawatts (GW), e a eólica cresceu 23%, para cerca de 640 GW, consolidando o país como líder mundial em ambas as tecnologias.
De acordo com dados recentes, a capacidade combinada de energia eólica e solar já ultrapassou os 1.690 GW em 2025, cerca do triplo do registado em 2020, representando a maior parte da nova capacidade elétrica instalada no país nos últimos anos.
Este avanço reflete-se também na estrutura do sistema energético: as renováveis representaram mais de 35% da eletricidade em 2025, com forte crescimento da solar e da eólica, tendo estas fontes chegado, em alguns momentos, a gerar mais de 25% da produção elétrica total.
A China mantém como metas atingir o pico das emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e a neutralidade carbónica antes de 2060, além de reduzir em pelo menos 60% as emissões por unidade de PIB face a 2005 e aumentar o peso das energias não fósseis no sistema energético.
O novo plano quinquenal (2026-2030), aprovado este mês, aposta em "impulsionar o desenvolvimento verde e de baixo carbono" e em "promover a transição energética".
Segundo relatórios das organizações Ember e Greenpeace, o crescimento das renováveis e da eletrificação está a reconfigurar o sistema energético chinês: entre 2015 e 2023, o uso de combustíveis fósseis no consumo final caiu 1,7%, enquanto o consumo de eletricidade aumentou 65%.
A importância do setor ficou também patente num simpósio realizado no âmbito da feira, onde o especialista Fang Ting afirmou que a energia fotovoltaica passou de "capacidade complementar a capacidade principal" no sistema energético chinês.
Seguro convoca Conselho de Estado para discutir "segurança e defesa"
A reunião do órgão consultivo da Presidência da República vai realizar-se a 17 de abril, a partir das 15h00, no Palácio de Belém.
A reunião dos conselheiros de Estado em Belém vai ter lugar na sequência da primeira presidência aberta, que decorrerá de 6 a 10 de abril.
Recorde-se que, no debate para a segunda volta das eleições presidenciais, Seguro havia afirmado que, caso vencesse nas urnas, a sua primeira reunião do órgão consultivo da Presidência visaria "debater a questão da segurança e da defesa".O então candidato a Belém indicava ainda pretender ouvir as chefias militares e os partidos, tendo em vista "manter o consenso nacional".
Seguro sustentou, também enquanto candidato, que a "Europa e Portugal têm de reforçar a sua autonomia estratégica" para garantir meios de defesa "mais eficientes", defendendo mesmo planos anti-corrupção para este investimento.
c/ Lusa
Quatro palestinianos mortos em ataque israelita na Faixa de Gaza
Pelo menos quatro palestinianos morreram hoje em um novo ataque do exército israelita na Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo alcançado em 10 de outubro entre Israel e o grupo islamita Hamas, divulgou a imprensa local.
Segundo informações da agência de notícias palestiniana WAFA, o ataque teve como alvo um grupo de pessoas perto de um cemitério na cidade de Zawaida, no centro do enclave.
O Ministério da Saúde de Gaza informou que quatro pessoas morreram nas últimas 24 horas.
O Exército israelita ainda não se pronunciou sobre o incidente.
Desde a entrada em vigor do cessar-fogo, segundo o Ministério da Saúde palestiniano, 687 pessoas foram mortas e 1.184 ficaram feridas no enclave palestiniano, enquanto 756 corpos foram recuperados em áreas das quais as tropas israelitas se retiraram.
De acordo ainda com o Ministério do enclave, controlado pelo Hamas, desde o início da ofensiva israelita em resposta aos ataques do grupo islamita em 07 de outubro de 2023 --- que fizeram cerca de 1.200 mortos e quase 250 sequestrados em Israel, segundo dados oficiais ---, foram registados 72.263 palestinianos mortos e 171.948 feridos, embora ainda existam corpos debaixo dos escombros e espalhados pelas ruas do enclave.
BCE diz ter um "leque de opções" para lidar com o choque energético
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse esta quarta-feira que a instituição dispõe de várias opções para responder ao choque energético relacionado com a guerra no Irão.
Na semana passada, o BCE manteve as taxas diretoras, como desde julho, e publicou uma série de cenários económicos mostrando que os riscos que pesam sobre a inflação não são lineares: quanto mais o choque durar e se intensificar, mais os preços e salários aceleram, com um desvio crescente em relação à meta de 2% se o BCE não reagir.
Assim, choques de oferta de pequena magnitude, pontuais e de curta duração podem ser ignorados, mas "à medida que os desvios esperados em relação ao nosso objetivo de inflação se tornam mais significativos e persistentes, a necessidade de agir torna-se mais forte", insistiu.
Embaixador do Irão no Paquistão nega que tenham existido negociações entre Washington e Teerão
O embaixador do Irão no Paquistão afirmou esta quarta-feira que não houve negociações diretas ou indiretas entre Teerão e Washington, contradizendo as declarações do presidente norte-americano, Donald Trump.
Alto comissários das Nações Unidas para os Direitos Humanos apela ao fim do conflito
O principal representante dos Estados Unidos para os Direitos Humanos, Volker Turk, instou esta quarta-feira os países a porem fim ao conflito com o Irão, descrevendo a situação no Médio Oriente como "extremamente perigosa e imprevisível".
"A única forma garantida de evitar isto é pôr fim ao conflito, e exorto todos os Estados, e particularmente aqueles que estão dentro da influência, a fazerem tudo o que estiver ao seu alcance para alcançar este objectivo", afirmou.
Pedro Sánchez diz que Israel quer infligir ao Líbano a mesma destruição que em Gaza
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, "procura infligir ao Líbano o mesmo nível de danos e destruição" que as forças israelitas causaram na Faixa de Gaza, disse o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, aos deputados esta quarta-feira.
"Mojtaba Khamenei é um tirano igualmente ditatorial e ainda mais sanguinário do que o seu pai", disse Sánchez, que prevê um cenário "muito pior" do que o do Iraque em 2003.
Israel diz ter atacado instalações de produção de mísseis navais em Teerão
O exército de Israel afirmou hoje ter bombardeado duas instalações de produção de mísseis de cruzeiro navais de longo alcance na capital do Irão.
Num comunicado, o exército indicou que os ataques contra as infraestruturas dependentes do Ministério da Defesa iraniano ocorreram "nos últimos dias" e garante que os mísseis fabricados em Teerão se destinavam a plataformas navais e eram de longo alcance, "capazes de destruir rapidamente alvos em terra e no mar".
"Estes ataques foram significativos, causando danos extensos ao sistema de mísseis de cruzeiro e representam mais um passo no fortalecimento da infraestrutura de produção militar do regime", refere o comunicado.
🎯STRUCK: 2 key naval cruise missile production sites in Tehran.
— Israel Defense Forces (@IDF) March 25, 2026
IAF fighter jets targeted facilities used by the Iranian regime to develop and manufacture long-range naval cruise missiles capable of destroying targets at sea and on land. pic.twitter.com/RhYP6QTDFt
Durante a madrugada, o exército de Israel alertou para três lançamentos de mísseis por parte do Irão contra território israelita. Os serviços de emergência de Israel não registaram quaisquer feridos.
Além disso, soaram alarmes em várias ocasiões em localidades do norte de Israel devido a ataques com projéteis e drones a partir do Líbano pelo grupo xiita Hezbollah, que também não causaram vítimas.
Alegando questões de segurança, a censura militar israelita não permite saber com exatidão se os ataques atingem infraestruturas militares ou estratégicas, uma vez que apenas são comunicados os impactos em zonas civis.
Os ataques de madrugada ocorreram numa altura em que os Estados Unidos indicaram estar a decorrer conversações com o Irão para chegar a um cessar-fogo, algo que o exército iraniano negou hoje, anunciando uma nova onda de ataques contra Israel.
Preço do gás natural desce mais de 5% para 50 euros
O preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, uma referência na Europa, iniciou hoje as negociações com uma queda acentuada de mais de 5%, fechando a 50 euros por megawatt-hora (MWh).
Este é o quarto dia consecutivo de queda do preço do gás natural: recuou na terça-feira 4,66%, na segunda-feira 4,34% e na passada sexta-feira 4,20%.
No entanto, o preço mantém-se longe dos 31,60 euros registados a 27 de fevereiro, um dia antes do início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão.
O preço do gás natural voltou a descer hoje, em linha com a queda do preço do petróleo Brent, a referência europeia.
O mercado demonstra hoje algum otimismo relativamente à possibilidade de desagravamento do conflito no Médio Oriente, reduzindo assim as preocupações com uma interrupção prolongada do fluxo de energia através do Estreito de Ormuz.
Durante as primeiras horas desta manhã, o Brent chegou a cair para os 97,15 dólares, depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que as negociações com o Irão estão a progredir para pôr fim à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel, embora a República Islâmica negue que estejam a decorrer quaisquer negociações.
Preço do Brent recua para 96 dólares
No início da sessão, pelas 7h00 (6h00 em Lisboa), o Brent caía 3,96 por cento para 100,35 dólares por barril, depois de ter subido 4,55 por cento, para 104 dólares, na véspera.
O crude West Texas Intermediate (WTI), referência americana, caiu 3,4 por cento para os 89 dólares por barril.
Os mercados estão a reagir desta forma ao cenário de um cessar-fogo no Médio Oriente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irão estão a progredir. Porém, as Forças Armadas iranianianas vieram avisar que os preços do petróleo não voltarão aos níveis anteriores à guerra até que "garantam a estabilidade da região".
Pequim insta Teerão a iniciar negociações de paz
O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, apelou ao regresso ao diálogo para pôr fim à guerra com o Irão e iniciar negociações de paz "o mais rapidamente possível", numa conversa telefónica com o homólogo iraniano, Abbas Araghchi.
Durante a conversa, realizada na terça-feira, Araghchi atualizou Pequim sobre os últimos desenvolvimentos do conflito, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua.
Wang defendeu que todas as questões devem ser resolvidas através do diálogo e da negociação, e não pelo uso da força.
"Isso serve os interesses do Irão e do seu povo e reflete a aspiração comum da comunidade internacional", afirmou, acrescentando que a China continuará a adotar uma posição "objetiva e imparcial", promovendo a paz e um cessar-fogo, e opondo-se à "violação da soberania" de outros países.
Araghchi agradeceu a ajuda humanitária prestada pela China e afirmou que o povo iraniano está "mais unido na resistência à agressão estrangeira e na defesa da independência e soberania do país", segundo o comunicado oficial chinês.
O chefe da diplomacia iraniana sublinhou ainda que Teerão pretende alcançar o fim da guerra, e não apenas um cessar-fogo temporário.
Referiu também que o estreito de Ormuz está "aberto a todos" e que os navios podem atravessá-lo em segurança, exceto os provenientes de países em guerra com o Irão.
Esta foi a segunda conversa entre os chefes da diplomacia dos dois países desde o início do conflito, no final de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra território iraniano, aos quais Teerão respondeu com ofensivas na região do Golfo.
A chamada ocorre após o regresso à China do enviado especial para o Médio Oriente, Zhai Jun, que visitou vários países da região, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Barém, Kuwait, Qatar e Egito, além de contactos com o Conselho de Cooperação do Golfo e a Liga Árabe.
A China, principal parceiro comercial de Teerão e maior comprador do seu petróleo, tem condenado os ataques ao Irão, ao mesmo tempo que defende o respeito pela soberania dos países do Golfo, com os quais mantém relações estreitas.
Pequim apelou também à proteção das rotas marítimas, numa altura em que cerca de 45% do petróleo que importa passa pelo estreito de Ormuz.
Irão avisa que escalada do petróleo vai continuar até que Forças Armadas "garantam estabilidade da região"
- O porta-voz do Comando Unificado de Operações Khatam al-Anbiya, o coronel iraniano Ebrahim Zolfaghari, reafirma que são falsas as declarações da Presidência norte-americana sobre as negociações com a República Islâmica. "Não chames acordo à tua derrota. A era das tuas promessas terminou. Existem hoje duas frentes: a verdade e a mentira. E nenhum amante da verdade se deixa seduzir pelas tuas ondas mediáticas", afirma o responsável em comunicado citado pela agência Tasnim, conotada com a Guarda Revolucionária;
- Os militares iranianos advertem também que o preço do petróleo não voltará ao que era até que as Forças Armadas do país "garantam a estabilidade da região". "Nem os vossos investimentos na região se concretizarão, nem verão os preços da energia e do petróleo de antes, até compreenderem que a estabilidade na região é garantida pela mão poderosa das nossas Forças Armadas", frisa o Comando Unificado de Operações;
- O presidente dos Estados Unidos mostrou-se convicto, na terça-feira, de que Teerão e Washington vão "chegar a um acordo" na conversações que Donald Trump afirma estar a manter com a República Islâmica, onde, nas suas palavras, teria já ocorrido "uma mudança no regime". Teerão admite ter mantido contactos indiretos, mas continua a negar de forma categórica quaisquer negociações diretas;
- A Administração Trump submeteu, segundo fontes de Washington citadas pela Reuters, um plano de 15 pontos para pôr termo ao conflito. O jornal norte-americano The New York Times adianta que o projeto for remetido a Teerão pelo Paquistão;
- Donald Trump avalizou entretanto o destacamento de mais de mil efetivos da 82ª Divisão Aerotransportada para o Médio Oriente. Segundo a CNN, morreram 13 operacionais dos Estados Unidos neste conflito. Outras 290 ficaram feridos;
- A Guarda Revolucionária do Irão voltou a disparar mísseis contra Israel e forças norte-americanas estacionadas em bases de Kuwait, Jordânia e Bahrein, de acordo com os media estatais iranianos;
- Um projétil atingiu as imediações da central nuclear iraniana de Bushehr, indica a Agência Internacional de Energia Atómica. Não há registo de danos no complexo;
- As autoridades do Líbano avisam que este país enfrenta uma "crise existencial", depois de o Governo israelita ter anunciado planos para ocupar uma importante porção do sul do território libanês, tendo por objetivo criar uma "zona de segurança" contra o Hezbolla;
- O primeiro-ministro português saiu em defesa da liberdade de circulação no Estreito de Ormuz. Numa publicação nas redes sociais, Luís Montenegro destaca que "a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é uma prioridade absoluta, partilhada por Portugal, parceiros e aliados". Portugal juntou-se ao grupo de países que manifestaram a intenção de ajudar na reabertura do estreito.
RTP acompanha guerra a partir de Telavive
Os enviados especiais Paulo Jerónimo e José Pinto Dias deixam-nos aqui um relato de mais um dia de guerra a partir de solo israelita.
Irão atacou de novo Israel
Num dos bombardeamentos, um míssil de fragmentação atingiu uma zona residencial de Telavive. seis pessoas ficaram feridas.
Trump diz que guerra está ganha e já há mudança de regime em Teerão
O presidente norte-americano garante que há negociações a decorrer com as pessoas certas do Irão. Donald Trump diz que a guerra está ganha e que já há uma mudança de regime em Teerão. Ao mesmo tempo, o Pentágono prepara o envio de milhares de tropas norte-americanas para o Médio Oriente.
Albanese acusa Israel de tortura sistemática contra palestinianos
A Relatora Especial da ONU garante que Israel usa tortura sistemática contra os palestinianos. Francesca Albanese apresentou o seu novo relatório ao Conselho de Direitos Humanos em Genebra.
Ataques iranianos fizeram dois mortos no Bahrein e Emirados Árabes Unidos
Os ataques iranianos causaram dois mortos no Bahrein e Emirados Árabes Unidos. Israel prepara-se para ocupar território no sul do Líbano.
Pentágono prepara envio de paraquedistas para o Médio Oriente
O destino poderá ser a ocupação da Ilha de Kharg, de onde sai 90 por cento do petróleo do Irão.
Médio Oriente. Papa reforça apelo à diplomacia e condena omissão internacional
A diplomacia contra o som das armas.
Um clamor que ganha eco no desabafo de Leão XIV, o mundo não tem o direito de permanecer em silêncio enquanto o conflito avança.